As profissões que serão extintas no futuro (e as que vão permanecer)

Postado em 4 de mar de 2022
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A história nos mostra que o mundo está em constante transformação. Acontecimentos políticos, culturais e econômicos alteram constantemente a vida em sociedade e as profissões existentes.

Afinal, ninguém hoje em dia faz curso de datilografia, não é mesmo? Tampouco há por aí ferreiros hábeis em fabricar escudos e espadas.

Esses são apenas dois dos diversos exemplos de profissões que não existem mais, apesar de serem um tanto longínquas na história da humanidade, como a de ferreiro.

Em compensação, é possível, atualmente, trabalhar com a fabricação ou a gestão de softwares ou microchips. Ou, ainda, marketing digital: duas palavras que sequer existiam há 100 anos.

Esses exemplos atestam aquilo que nós já sabemos: profissões são extintas e criadas constantemente. E você, já parou para pensar quais profissões devem ser extintas nos próximos 10 anos? Ou nos próximos 20? E será que existe alguma profissão insubstituível?

Confira:

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As 8 profissões que podem deixar de existir

O surgimento de novas tecnologias, as mudanças culturais, entre outros fatores, podem ser citados como motivos para a extinção e a criação de novas profissões.

Nesse contexto, diversos analistas e profissionais da área de Recursos Humanos e de carreira indicam algumas ocupações que podem desaparecer bem antes do que você imagina: até 2035!

Isso porque a rápida transformação tecnológica deve transformar o mundo dentro de duas décadas. E claro que as carreiras não ficarão de fora dessas mudanças.

A lista de profissões que serão extintas no futuro foi elaborada por especialistas da AAA, consultoria brasileira especializada em inovação, e divulgada pela Exame.

1. Piloto de avião

O surgimento de aeronaves autônomas compromete a carreira de pilotos de avião.

Isso porque os sistemas serão automatizados e controlados por computador, havendo um controle simultâneo dos diversos aviões que estão no ar ou em preparação de voo.

2. Anestesista

Muitas pessoas podem estranhar ver uma especialidade médica na lista, mas a inserção de robôs no mundo da medicina deve baratear o procedimento, tornando o profissional obsoleto e caro dentro de uma estrutura hospitalar.

3. Analista de investimento

Os profissionais dessa função diminuem ano após ano na estrutura bancária.

Isso porque, atualmente, o requisitado não é mais o melhor analista de investimento, mas o melhor algoritmo, que ajuda na tomada de decisões rápidas e assertivas a partir de determinados dados.

4. Contador

Assim como no caso dos analistas de investimentos, os algoritmos e a digitalização dos processos devem extinguir a profissão de contador.

Além disso, o surgimento de novos modelos de transação bancária e de controle financeiro diminuem a quase zero a chance de fraude, sendo que fiscalizar e identificar inconsistências na prestação de contas é uma das principais funções desses profissionais.

5. Recrutador (RH)

O recrutamento tradicional deve ser substituído por processos mais eficientes de contratação.

Nesse caso, plataformas especializadas devem identificar candidatos e vagas com afinidade em potencial, retirando uma das principais funções da área de Recursos Humanos, a de recrutador.

6. Analista Financeiro

O profissional responsável por avaliar e organizar as contas e as finanças de uma empresa já foram considerados indispensáveis. Hoje, porém, a realidade já é outra.

Isso porque a capacidade humana não consegue competir com a capacidade de cálculo e de identificação de erros do que computadores e algoritmos desenvolvidos com esse objetivo.

A tecnologia atual permite que esses softwares reconheçam tendências em dados históricos, o que faz a previsão dos movimentos futuros mais assertiva e, consequentemente, lucrativa.

7. Corretores de seguro e analistas de risco

Atualmente, grande parte das corretoras de seguros e dos analistas de risco utilizam computadores e o Big Data.

Desse modo, o cálculo de cotações, prêmios e custos de apólice, além das avaliações de risco individuais e coletivos, se tornam mais eficientes e inteligentes.

Além disso, alguns softwares permitem ao cliente simular contratações de seguro de modo automático, a partir da inserção de algumas informações.

Tal dinâmica dispensa a figura do corretor de seguros, que é o profissional responsável por cotar preços. Assim, a automatização dos processos de escolha deve tornar os profissionais dessa área obsoletos.

8. Engenheiro de software

Apesar de ser uma carreira relativamente recente e ainda em alta, os engenheiros de software, por mais irônico que pareça, devem ser substituídos por softwares que tenham a capacidade de gerar mais softwares.

Nesse contexto, o profissional demandado será o que possui a capacidade de modelar alguns processos para que esses programadores robôs possam atuar.

Como vimos, o mundo do trabalho se transforma de acordo com as mudanças da sociedade, de modo que a extinção de algumas tecnologias e o surgimento de outras resultam, também, em uma reconfiguração das funções trabalhistas.

Por isso, a pesquisa identificou algumas carreiras que podem não existir mais daqui a 10 anos. Ainda assim, é importante lembrar que o mundo é desigual, de modo que as tecnologias e suas transformações chegam mais cedo em alguns lugares do que em outros.

Assim, determinada profissão pode não existir mais em algum lugar e, em outro local, ela pode continuar integrada ao universo do trabalho.

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Os 4 profissionais que são insubstituíveis

Mas ao mesmo tempo em que existem profissões que podem ser substituídas por um algoritmo ou alguma tecnologia, existem aquelas que são insubstituíveis.

Confira as quatro principais na abaixo:

1. Professor

O professor é o profissional responsável por formar todos os demais, sem exceção.

Por abranger todas as áreas do conhecimentos, nos diferentes níveis, do Infantil ao PhD, a carreira de professor, certamente, é insubstituível.

As plataformas digitais e o universo dos cursos a distância permitiram uma reconfiguração da carreira docente, exigindo do profissional da área algumas habilidades técnicas que não eram necessárias, como a capacidade de elaborar um roteiro de aulas ou de dominar alguma plataforma ou ferramenta digital.

No entanto, isso está longe de representar a extinção do docente. Pelo contrário, a necessidade de tais adaptações mostram o quão insubstituível é, ao final, a carreira de professor.

2. Médico

A medicina é uma das áreas com mais investimentos na atualidade. Desse modo, a carreira de médico está em constante transformação. O que exige estudo e atualização constante dos profissionais da saúde.

Além disso, a telemedicina promete revolucionar a medicina nas próximas décadas. E tal transformação não vai substituir os médicos, porque essa carreira também é insubstituível.

Cada vez mais, novas tecnologias e exames permitem uma melhora na qualidade e um aumento na expectativa de vida da população. Só que de nada adianta ter em mãos uma série de informações e dados se não houver conhecimento técnico para interpretá-las corretamente.

Por isso, os médicos podem ficar tranquilos: ao que tudo indica, a carreira médica continuará sendo promissora nas próximas décadas.

3. Escritor

Por mais que a indústria 4.0 avance e que o marketing digital ganhe espaço, o processo de escrita é da natureza humana, de modo que máquinas não vão substituir os escritores.

Nem os de Literatura nem os que escrevem textos mais técnicos ou objetivos, como manuais ou mesmo jornais. Por isso, se a sua área é a de Letras, idiomas ou produção textual, fique tranquilo! Essas funções não devem ser substituídas pela inteligência artificial.

4. Detetive

A área forense e de investigação policial tem a tecnologia como uma grande aliada.

Nesse sentido, pensar que o advento de novas formas de investigação irão substituir o profissional humano é um erro. Isso porque tais aparatos tecnológicos agilizam e tornam o trabalho do detetive mais assertivo.

Além disso, os casos de investigação costumam possuir uma série de questões e motivações subjetivas, como o que causou o acidente ou o crime, quais são os interesses dos envolvidos, qual é o histórico de cada um, entre outros fatores.

Assim, a carreira do detetive deve ser transformada com as novas tecnologias, mas não extinta.

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Os 21 trabalhos do futuro

Até esta altura no artigo, vimos as profissões que serão extintas no futuro e aquelas que permanecerão. Mas e as novas profissões, será que existe uma previsão do que está para surgir em termos de carreiras? Sim, existe!

Já faz alguns anos que o futurologista do trabalho, como ele mesmo se classifica, Ben Pring, edita uma lista com o que ele acredita serem os trabalhos do futuro.

Pring é pesquisador da multinacional de tecnologia, Cognizant, e monta sua lista com trabalhos que ele “prevê” serem realidade até 2028.

Vale dizer que algumas das “previsões” dele já se tornaram realidade. É o caso da profissão de investigador de dados, como foi divulgada por ele, e que hoje é a função que conhecemos como cientista de dados.

Vamos listar aqui as profissões indicadas por Ben Pring como os trabalhos do futuro:

É interessante notar que embora algumas dessas profissões pareçam ter sido tiradas diretamente de uma história de ficção científica, algumas já começam a aparecer de maneira tímida ou experimental.

Como é o caso do alfaiate digital. Sabemos de empresas de moda digital, como a DRESSX, que desenha e aplica roupas virtuais em fotos e vídeos de seus clientes.

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Como se preparar para um futuro do trabalho não tão distante 

A única forma de não ficar para trás no mundo corporativo é se tornando indispensável.

E sabemos que, por conta da tecnologia e de softwares que substituem os conhecimentos técnicos mais manuais, o que nos torna únicos são as nossas habilidades comportamentais.

Por isso, a preparação para o futuro do trabalho chega na forma de adquirir e treinar novas habilidades, aquelas que nos tornam humanos e que ajudam na nossa relação com os outros.

Depois de uma pesquisa em 15 países diferentes com 18 mil profissionais, o Instituto McKinsey chegou à seguinte conclusão sobre o profissional do futuro:

Ele será capaz de agregar valor para além do que a tecnologia pode fazer, será capaz de navegar tranquilamente pelo digital e estará sempre buscando se adaptar aos novos jeitos de trabalhar e aos ambientes também.

As características do profissional do futuro percebidas pelo instituto vão muito além de produzir tecnologia, elas falam sobre adaptabilidade, aprendizado constante, comprometimento e inovação.

No estudo, o McKinsey identificou as 56 competências e atitudes que farão uma pessoa conseguir se recolocar em um dos trabalhos do futuro e nós as reunimos nos 6 grupos abaixo:

1. Pensar de forma analítica e crítica

As competências desse grupo falam sobre como o profissional lida com a resolução de problemas e processamento de informações no dia a dia. Ser analítico e crítico significa encarar desafios com racionalidade e se ancorar em dados para tomar decisões.

2. Ser colaborativo e se comunicar bem

A boa comunicação e colaboração ativa são fatores essenciais no mundo do trabalho atual, isso porque grande parte de nós ainda está se comunicando e colaborando através do digital.

Consequentemente, os trabalhos do futuro exigirão, entre outros, saber ouvir e se portar e comunicar decisões de maneira clara.

3. Saber como se adaptar

Ser adaptável significa não ser resistente a mudanças e ter consciência sobre o lugar que você ocupa e se encontra. A adaptabilidade também fala sobre buscar novas maneiras de fazer algo e descobrir como manter o processo apesar de adversidades.

4. Ter inteligência emocional

A inteligência emocional anda de mãos dadas com a boa comunicação. Isso porque é preciso entender seus colegas e gestores antes de tirar uma conclusão. O profissional do futuro precisa ser empático e saber resolver conflitos, além de precisar ter autoconhecimento.

5. Autogerir seu dia a dia e ter autonomia

A autogestão não fala apenas sobre o uso do tempo no dia a dia, mas também sobre a maneira com a qual o profissional leva sua carreira. Nesse grupo estão competências como comprometimento, integridade, liderança, autoconfiança e saber seus limites.

6. Adquirir fluência digital

Ter fluência digital significa que uma pessoa sabe navegar por ferramentas digitais e entende o princípio de funcionamento delas.

Como dissemos acima, o profissional que vai ter um dos trabalhos do futuro não precisa ser um expert em tecnologia, porém precisa entender como usá-la da melhor forma. E para isso, existe uma competência essencial: o gosto pelo aprendizado constante.

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Redação Blog do EAD

Por Redação Blog do EAD

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